5 principais tendências tecnológicas para empresas em 2019

Passado um ano turbulento, com incertezas e novas decisões políticas, a expectativa do mercado para 2019 é de retomada de investimentos. E as tecnologias estão na lista de desejos para companhias que querem ter atuações modernas e eficazes.

Diante da democratização do acesso à tecnologias, impulsionada sobretudo pelo formato de venda de aplicações na nuvem, alguns sistemas, antes reservados a um grupo pequeno de empresas – com mais dinheiro -, agora se mostram mais acessíveis dentro de uma faixa mais larga de negócios, principalmente quando projetos são gerenciados com maestria e experiência.

Uma grande tendência que será bem explorada no próximo ano é a inteligência artificial. Como desdobramento, as empresas vão lidar muito e de forma mais organizada com outros recursos, como machine learning, internet das coisas (IoT), blockchain, big data, além de metodologias Agile.

Á seguir listamos as cinco principais tendências nas empresas de 2019. São elas:

Expansão da metodologia Ágil

“As práticas Ágeis não estão mais restritas ao ambiente de TI, ao desenvolvimento de software. Hoje em dia – e cada vez mais – elas estão se expandindo para as áreas de negócios. Práticas ágeis proporcionam às organizações uma abordagem que melhora a eficiência, acrescentam mais velocidade e autonomia em seu núcleo, defendendo um processo que conta com divisão de tarefas em ciclos curtos de trabalho e reavaliações e adaptações frequentes. Como diz o economista e guru dos negócios Tom Peters, a prática ágil permite às empresas testar rápido, falhar rápido e consertar rápido. É possível organizar uma empresa em torno de equipes enxutas, multidisciplinares e inovadoras para pôr em prática ideias em pequena escala, que driblam com sabedoria a burocracia interna, além das incertezas e complexidades do mercado.”

Big Data e Dark Data

“A quantidade de informação gerada em todos os segmentos da indústria é enorme e demanda coleta, análise e processo de implementação a partir dos insights provocados por determinados dados. É esse processo que permite a uma empresa estar à frente da concorrência. O big data na nuvem, por exemplo, permite que até pequenas empresas possam aproveitar as tendências tecnológicas mais recentes e tenham acesso a grandes oportunidades de crescimento. Nesse contexto, é importante que as empresas considerem também o Dark Data – informações digitais adquiridas por várias operações de redes de computadores que não são usadas de para insights ou tomadas de decisão. Como as análises e os dados se tornam aspectos cotidianos das organizações, há uma necessidade crescente de entender que qualquer dado deixado inexplorado é uma oportunidade perdida e pode levar a um possível risco de segurança.”

Internet das coisas

“Relatórios de pesquisa com as últimas tendências da indústria revelam que a IoT irá gerar mais de 300 bilhões de dólares por ano até 2020, sendo que o mercado global de IoT deve alcançar uma taxa de crescimento anual de 28,5%. A nova geração de plataformas de internet das coisas pode ajudar as empresas a combinar novas fontes de dados com as já tradicionais, examinando informações em tempo real. Esse tipo de iniciativa permite fazer novas correlações de dados e é fundamental para questionar o pensamento institucional, além de agilizar mudanças.”

Blockchain

“Dados da consultoria Gartner revelam que somente 10% das empresas tradicionais terão feito transformações radicais com tecnologias blockchain até 2023. Trata-se de uma corrente de blocos na qual cada bloco (banco de dados) é ligado ao próximo através de um registro público (Public Ledger). Essa descentralização de registros aumenta a segurança das operações, evitando a ação de hackers. São três as principais áreas de negócios que estão se expandindo com o uso de blockchain: referência de dados, pagamentos no varejo e empréstimos ao consumidor. Respeitado o tempo da curva de aprendizado, o blockchain é uma solução que veio para ficar, podendo ser implantada por uma equipe de TI ou ser contratada como serviço.”

Entre os ganhos principais, o executivo lista:

  1. Acesso a novas tecnologias;
  2. Possibilidade de testar uma nova tecnologia sem necessariamente correr os riscos inerentes ao processo;
  3. Suporte ao cliente;
  4. Soluções compatíveis com o tamanho da empresa;
  5. Redução de custos, especialmente de energia.

Outra vantagem é que se for detectado qualquer problema no processo, é simples voltar para o ponto de origem

Machine learning

“Derivado da inteligência artificial, machine learning implica em computadores ou robôs programados para aprender a desempenhar algo que antes era restrito a humanos. Essa tendência vem sendo rapidamente absorvida por vários setores da indústria, gerando demanda para profissionais altamente capacitados. Tanto que esse mercado deve atingir 8,81 bilhões de dólares até 2022 – gerando mais empregos para engenheiros, desenvolvedores, pesquisadores e cientistas de dados. Quando se pensa em machine learning aplicado à gestão de projetos vislumbramos a inteligência artificial preenchendo espaços que até então eram deixados em branco. Novos dados vão sendo gerados e transformados em informações que faltavam – ou até mesmo que nunca haviam sido consideradas em sua importância global para um projeto. Isso certamente acaba encorajando colaboradores e equipes a melhorar o nível de desempenho profissional, entregando resultados muito mais próximos do nível de excelência desejado. Quando isso não acontece, a própria tecnologia está apta a detectar problemas e sugerir soluções de correção – ainda que complexas. Trata-se de um avanço muito significativo, útil e poderoso para as empresas.”

Fonte: ComputerWorld 

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